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Equipe de Mobilização do projeto Respeito é Nosso Direito, na Lavagem de Santo Amaro (2026), em Santo Amaro, Bahia: Fé, Tradição e a Fortaleza da Comunidade

  • Foto do escritor: SADOQUE
    SADOQUE
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Sinto-me perplexo com a complexidade e a exuberância que foi a Lavagem de Santo Amaro (BA), que aconteceu no dia 25/01/2026.


Estive lá pela primeira vez, integrando a equipe de mobilização do projeto Respeito é Nosso Direito, executado na ocasião pela Pontos Diversos junto a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado da Bahia.


No coração do Recôncavo Baiano, a cidade de Santo Amaro da Purificação respira história, cultura e uma devoção profunda. E em cada segundo domingo de janeiro, essa respiração se transforma em pulso forte e coletivo: é a Lavagem de Santo Amaro, uma das mais autênticas e vibrantes manifestações culturais do Brasil.

A festa tem sua raiz na fé e na resistência. Originada da tradição das escravizadas e escravizados que lavavam a igreja matriz para a festa de seu santo padroeiro, a lavagem transcendeu o aspecto religioso católico e se fundiu com as matrizes africanas, tornando-se um símbolo de sincretismo e identidade. Hoje, é um cortejo de alegria contagiante, onde baianas vestidas a caráter, com seus balangandãs e vasos de flor, grupos de samba de roda, capoeiristas e todo o povo percorrem as ruas históricas ao som dos atabaques e das canções tradicionais. O cheiro do manjericão e da alfazema se mistura ao do acarajé fritando, e o colorido dos trajes disputa atenção com a arquitetura colonial.


Mais do que uma festa, a Lavagem é um patrimônio vivo, um espaço de celebração da ancestralidade e da cultura negra. E é precisamente por sua magnitude e significado que a defesa e a garantia de direitos fundamentais são pilares essenciais para que a tradição se mantenha viva, segura e acessível a todos.

A presença marcante da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Estado da Bahia (SJDH) e a equipe de mobilização da Pontos Diversos, no evento, não é um mero aparato logístico. É uma afirmação do compromisso do Estado em proteger os cidadãos e garantir que os direitos humanos sejam respeitados em meio à folia.


A presença do Estado, por meio da SJDHDS, na Lavagem de Santo Amaro, simboliza uma importante evolução: a compreensão de que cultura e direitos humanos são indissociáveis. Não basta apenas permitir que a festa aconteça; é preciso criar as condições para que ela aconteça com dignidade, respeito e segurança para todos os seus participantes.

Assim, a Lavagem de Santo Amaro se renova a cada ano. Não apenas pela força da tradição que passa de geração em geração, mas também pela mão que protege essa força. É quando as baianas descem a ladeira, carregando a história nas gamelas, que a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos caminha ao lado, carregando a responsabilidade de garantir que essa história continue a ser celebrada com liberdade, igualdade e justiça para todo o povo santamarense. É a fusão perfeita entre a alegria da festa e a seriedade do direito, construindo juntas uma cultura verdadeiramente forte e protegida.


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